Enfim, o último dia pra explorar a Big Apple chegou.
Segundo minha programação de última hora, aquele sábado frio e sujo (sujo porque toda a neve caída virou uma lama semi congelada) estaria a minha disposição para que eu pudesse visitar o museu Guggenheim e à noite assistir ao musical O Fantasma da Ópera.
Infelizmente, houve uma pequena confusão no hostel e com isso eu e minha colega, justo no nosso último dia, tivemos que mudar de quarto. Cada uma foi pra um quarto diferente com mais outras 4 garotas em cada, nada muito grave porque eu só dormi nele mesmo, na manhã seguinte eu já teria que ir pro aeroporto.
Nós só pudemos mudar de quarto depois das 15h, mas antes desse horário também não podíamos ficar no antigo quarto, porque teríamos obrigatoriamente que fazer o check out às 11h. Portanto ficamos no corredor do hostel, cheias de malas, do check out até às 15h e foi assim que eu não consegui ir ao museu.
Quando cada uma já estava reinstalada no novo quarto, saímos pra almoçar/tomar café da tarde e do restaurante eu fui direto pra Broadway assistir o musical.

Cheguei lá no Majestic Theater, que é o nome do teatro onde o musical está em cartaz e fiquei numa fila. Foi nesse momento que conheci uma senhora brasileira. Ela perguntou se eu podia tirar uma foto dela na frente do cartaz e tive que tirar com minha câmera, pois a dela estava sem bateria (trocamos emails e tal pra que eu pudesse passar as fotos pra ela). Ficamos conversando sobre mil assuntos até chegarmos ao saguão principal e nos despedirmos pra cada uma ir pra sua poltrona. Eu nunca mais a vi. Mas há algumas semanas atrás, trocamos emails e eu enviei as fotos dela.

(Cartaz, do lado de fora do teatro, com foto do Fantasma, interpretado por Hugh Panaro.)

(Cartaz, do lado de fora do teatro, com foto do Raul e Christine, interpretados por Kile Barisich e Sierra Bogges - pena que saiu um reflexo horroroso na foto.)
Não sei se meus leitores conhecem o musical em questão, mas a verdade é que amo essa peça. A história, baseada no livro de Gaston Leroux, não tem lá muita profundida. Se passa nas primeiras décadas de 1900 em Paris, mais precisamente dentro da Ópera de Paris, há uma mocinha bailarina e cantora, o bom rapaz riquinho e o anti herói desfigurado e gênio da música, que obviamente ama a mocinha; e pra completar todos eles cantam. Muita gente não suporta nem essa peça e muito menos musical, mas como já disse antes, é minha paixão. Queria assirtir a montgem na Broadway desde 2006!! É quase uma vida esperando por isso (ok, exagerei).

(Já dentro do teatro.)
Eu já havia assistido esse musical aqui Brasil por quatro vezes (sim, sou viciada!), a montagem daqui foi feita por uma equipe internacional, mas o elenco é brasileiro. Assim, com exceção das letras que em cada país são na língua materna, a montagem é exatamente a mesma, os cenários, figurinos, movimentos, tudo é igual! Chega a ser espantoso!

Na Broadway, tudo era exatamente igual, porém - serei muito sincera aqui! - esperava mais de um espetáculo desse porte na Broadway. Ele está em cartaz há 25 anos ininterruptos (talvez seja por isso), apenas com mudança de elenco de tempos em tempos, mas mesmo assim me parece encenado sem muito amor e força, se é que me entendem. Pode ser que eu já esteja mais crítica também, já que assisti zilhões de vezes.
Tirando isso, foi perfeito! Eu tive a sorte de poder assistir a Sierra Bogges, atriz de musicais da Broadway que eu mais gosto, fazendo o papel da Christine, a mocinha.
Foi assim que passei meu último dia lá em NY.
Na manhã seguinte, acordei bem cedo fui pro aeroporto internacional JFK e o resto vocês já conhecem.
New York, New York I shall not say goodbye to you, only see you soon!